Apresentação
Os primeiros seis anos de vida são a fase mais intensa do desenvolvimento humano. É nesse período que o cérebro se desenvolve com maior velocidade, que vínculos se formam, que aprendizagens se constroem e que desigualdades já se instalam. Por isso, a primeira infância não pode esperar.
No Brasil, são 18 milhões de crianças de 0 a 6 anos – mais da metade estão em famílias de baixa renda. Para muitas delas, o direito a cuidado, proteção e condições dignas de vida ainda não é realidade. Esta exposição é um convite à consciência: sobre o que cada interação com uma criança pequena significa e sobre os direitos que precisam ser exigidos para que nenhuma infância fique para trás.
Primeiras Infâncias Brasileiras nasce da convicção de que cuidar do começo da vida é responsabilidade de toda a sociedade. E de que a arte e a cultura são capazes de abrir o que a informação sozinha não alcança: compreensão, empatia e vontade de agir.
A Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal foi fundada há mais de seis décadas e, desde 2007, dedica-se a alavancar políticas públicas e a sensibilizar a sociedade sobre a importância dos primeiros anos de vida. A Intercultura atua construindo experiências criativas que acionam arte e cultura como instrumentos de engajamento e mudança social. Juntas, acreditam que compreender é o primeiro passo para transformar. Que esta exposição amplie olhares, desperte responsabilidades e inspire ação.
É com alegria que recebemos você nas Primeiras Infâncias Brasileiras.
Intercultura
Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
23 de julho a 20 de setembro 2026
Terça a domingo, das 10h às 18h
Solar Fábio Prado
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705
Jardim Paulistano, São Paulo/SP
Entrada gratuita
Acessibilidade
visitas mediadas, kits de regulação sensorial, conteúdos em Libras e em Braille
A exposição
Um bebê procura um rosto. Um sorriso encontra outro. Uma criança se equilibra, cai, recomeça: faz da caixa casa, da sombra bicho, do som palavra. Nos primeiros anos de vida, há muitas primeiras vezes: o choro que chama, o passo que arrisca, a pergunta que abre caminho.
Primeiras Infâncias Brasileiras convida você a se aproximar dos começos da vida, do nascimento aos 6 anos. O desenvolvimento integral de bebês e crianças pequenas aparece nos movimentos, nos afetos, nas aprendizagens, nas invenções e nos modos de se relacionar. Ele se tece no cuidado dos adultos, nas redes de apoio que sustentam famílias e cuidadores, nos diferentes lugares onde as crianças vivem, nas culturas, no brincar e nas condições que o mundo oferece.
Bebês e crianças são pessoas inteiras. Como cientistas, filósofas e artistas do cotidiano, observam, testam, imaginam, insistem, participam da vida comum e criam sentidos para o mundo. Também se cansam, protestam, se frustram e precisam de amparo. Crescem com potências e vulnerabilidades, em relação com quem cuida e com as oportunidades que encontram.
Há muitas formas de viver a infância no Brasil: há beleza, diversidade e invenção; há também desigualdades e barreiras que limitam possibilidades e negam direitos. O começo da vida reverbera ao longo do tempo, mas bebês e crianças não importam apenas pelo futuro que anunciam. Importam agora, no presente vivido.
Esta exposição é um encontro com as muitas infâncias que compõem o país, e também com a infância que segue em cada um de nós. Nela, encantamento e responsabilidade se entrelaçam: reconhecer os direitos de bebês e crianças, cuidar de quem cuida e criar condições para que os primeiros anos de vida floresçam é tecer, com eles, uma vida em comum mais justa e acolhedora.
Para saber mais:
Explore referências, fontes de dados, marcos legais e outros materiais que ajudam a aprofundar os temas da exposição. Os conteúdos estão organizados por assunto para facilitar a consulta.
- Cuidado, vínculos e desenvolvimento integral
- Realidades e contextos das primeiras infâncias no Brasil
- Brincar como direito
- Marcos legais e políticas públicas para as infâncias
Visitas educativas para grupos
A Equipe do Educativo oferece visitas mediadas gratuitas para grupos interessados em refletir sobre as múltiplas experiências da infância por meio de percursos participativos, diálogos, atividades de experimentação e interação com os conteúdos e dispositivos presentes na mostra.
Como funciona
Esta atividade é gratuita e deve ser solicitada por meio do formulário de pré-agendamento. Após o preenchimento do formulário, nossa equipe entrará em contato para dar continuidade ao agendamento e fornecer as orientações necessárias. As atividades são conduzidas pelos educadores da exposição e podem durar até 1h30.
Para quem
As visitas são destinadas a estudantes do ensino médio e superior, pesquisadores, profissionais que atuam com crianças e famílias, organizações da sociedade civil, associações, coletivos, grupos de formação e demais interessados nos temas abordados pela exposição.
Acessibilidade
A exposição busca acolher a diversidade de públicos, oferecendo experiências participativas e acessíveis. Contamos com visitas mediadas em Libras, mediante solicitação prévia, kits de regulação sensorial, conteúdos em Libras e em Braille ao longo da exposição e buscamos adaptar nossas ações às necessidades dos diferentes grupos visitantes.
