Primeiras infâncias plurais
Há muitas formas de ser criança no Brasil. Desde o começo, os bebês e as crianças pequenas são recebidos por nomes, gestos e formas de acolher que expressam os modos de viver em cada lugar. Nessas trocas, eles percebem o mundo, criam vínculos e produzem sentidos.
Vozes e imagens, em histórias e cenas de diferentes cotidianos, compõem um mosaico vivo das infâncias, no plural, afirmando muitas maneiras de existir, imaginar e pertencer em múltiplos territórios.
Nem todas as crianças, porém, encontram as mesmas condições para crescer com cuidado, acesso e reconhecimento. Desigualdades históricas, sociais, territoriais, materiais e barreiras à acessibilidade impedem que os direitos cheguem a todas as crianças. Além de celebrar a pluralidade, é preciso olhar e superar aquilo que limita possibilidades, para que todas as crianças, e cada uma delas, alcancem todo o seu potencial de desenvolvimento desde o começo da vida.